A geração distribuída de energia solar pode ser compensada em outra unidade consumidora

 

O investimento e crescimento do país em energia solar fotovoltaica refletem em benefícios para os consumidores. Optar por uma energia renovável contribui com o meio ambiente, já que o sistema reduz a emissão de gases de efeito estufa, e gera economia na fatura de luz. Na geração distribuída, por exemplo, existe a modalidade de energia compartilhada, que possibilita a união de dois ou mais consumidores para dividir a energia gerada por um sistema.

 Para os moradores de Santa Catarina, a energia compartilhada é uma opção viável e econômica, já que normalmente possuem casa residencial e de veraneio ou sítio em alguma praia do Estado, ou um comércio e uma casa residencial. O presidente e engenheiro da Quantum Engenharia, Gilberto Vieira Filho, explica que os painéis fotovoltaicos para a geração de energia solar são instalados nas unidades consumidoras com capacidade de gerar excedente, e ligados na rede distribuidora podendo compensar em outro imóvel. Além de que, se a energia gerada for superior à energia consumida, será transformada em créditos na companhia elétrica, que resulta em descontos nas tarifas futuras. Desta forma é possível reduzir a conta de luz em até 95%.

A Aneel aprovou a geração distribuída em 2015, quando regulamentou os sistemas de energia solar para a autoprodução de energia. A nova resolução, RN 687/2015, reduziu a burocracia possibilitando que empresas e pessoas se juntem para produzir a própria energia elétrica. Uma das vantagens é o prazo para permissão da conexão do sistema. Com as novas regras, de 90 dias o tempo caiu para 34 dias.

Existem outras modalidades para a geração distribuída que impulsionam o mercado. O empreendimento com múltiplas unidades consumidoras, onde a energia elétrica é utilizada de forma independente estando em um prédio residencial ou comercial com micro ou minigeração distribuída. E o autoconsumo remoto, que é caracterizada por unidades consumidoras de mesma titularidade. Esta modalidade só pode ser usada estando dentro da mesma área da distribuidora de energia elétrica.

A energia compartilhada é a união de consumidores, pessoa física ou jurídica, com micro ou minigeração distribuída em locais diferentes para que a energia seja compensada. O proprietário do mercado Backes, nos Ingleses do Rio Vermelho, na Grande Florianópolis, aderiu o sistema de energia solar de geração compartilhada, dividindo a energia entre o mercado e um prédio residencial de três andares no mesmo bairro. O projeto desenvolvido e executado pela Quantum Engenharia para as duas unidades, conta com 188 painéis fotovoltaicos, com potência total instalada de 48,88 kWp, que supre a necessidade dos imóveis. O percentual médio de economia mensal do consumidor é de 77%, economizando aproximadamente R$ 3 mil por mês na conta de luz.

De acordo com o projeto que já está em funcionamento, o ganho ambiental e de sustentabilidade será de 19.172 unidades de árvores plantadas. A preferência por esta modalidade de energia renovável ainda deixa de emitir ao meio ambiente o equivalente a 747.154 kg de CO2 e de poluentes que o carro emite são 4.976.329 km.

De acordo com dados da Aneel, os sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar já somam mais 200 MW de potência instalada no Brasil. O crescimento deste segmento no país reflete em bons resultados econômicos e socioambientais. Segundo levantamento da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), os consumidores dos setores de comércio e serviços passaram a liderar o uso da energia solar fotovoltaica, com 43,1% da potência instalada no País.

 

sistema de energia solar