Muito conhecido por ter algumas das temperaturas mais baixas e um dos invernos mais rigorosos do Brasil, o Rio Grande do Sul surpreende muitas pessoas por ser um dos maiores produtores de energia solar fotovoltaica do País. Isso acontece porque os módulos fotovoltaicos são produzidos para ter um melhor aproveitamento em temperaturas próximas aos 25°C.

E no Rio Grande do Sul essa é a temperatura média em boa parte das regiões, por isso, durante quase todo o ano, os sistemas de geração de energia solar trabalham em seu melhor rendimento. Isso torna o Estado gaúcho tão eficiente na geração quanto em Estados no Nordeste brasileiro. Se compararmos os índices de radiação solar de Aracaju (SE) aos de Porto Alegre (RS), a diferença é mais perceptível nos meses do inverno (apenas 12%), no entanto, os painéis perdem eficiência devido ao calor, por isso, em Aracaju, as placas são em média 3% menos eficientes que em Porto Alegre.

energia solar

 

[Você sabia que é possível gerar energia fotovoltaica mesmo em dias nublados?]

O Rio Grande do Sul tem alto índice de insolação (gira entre 150 a 250 horas por mês), ou seja, a radiação solar sobre o Estado é intensa e uniforme, e isso nutre as placas fotovoltaicas de maneira eficiente durante todas as estações do ano, inclusive nos dias mais frios. As cidades que mais recebem radiação solar são: Porto Alegre e os municípios da região metropolitana – Esteio, Viamão e Canoas –; as do litoral norte; as da região serrana – Caxias do Sul e Bento Gonçalves –; além da Região das Hortênsias – Gramado, Canela e Nova Petrópolis. Se comparado com a Alemanha, o país com maior quantidade de painéis fotovoltaicos, o investimento em energia solar se paga sete vezes mais rapidamente.

 

ALÉM DOS ALTOS NÍVEIS DE INSOLAÇÃO, MEDIDAS GOVERNAMENTAIS GARANTEM RETORNO E ECONOMIA PARA QUEM INVESTE EM ENERGIA SOLAR NO RIO GRANDE DO SUL

Desde 2016, a Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul incentiva a produção de energia fotovoltaica. A primeira medida foi aderir ao convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que desonera a mini e microgeração fotovoltaica de energia. Entre outras iniciativas que visam desenvolver o setor citamos:

– O fomento da geração solar fotovoltaica na matriz energética no Estado;

– A criação de mecanismos que viabilizem a produção, a instalação e a integração da energia solar fotovoltaica nas redes de distribuição e/ou transmissão de energia elétrica;

– Criação de normas e regras para regulamentar o funcionamento e os custos da geração fotovoltaica residencial, de modo que se torne vantajosa para um maior número de pessoas.

 

Segundo dados da Secretaria de Minas e Energia, o Rio Grande do Sul é o terceiro Estado brasileiro no ranking de micro e minigeração de energia solar fotovoltaica (atrás apenas de Minas Gerais e de São Paulo), somando quase 1.000 instalações, com mais de 7.900 KW de potência instalada. Dessas instalações, 44,9% são residenciais, e 49,4% comerciais.

Com as taxas praticadas pelas distribuidoras de energia que operam no Rio Grande do Sul, a economia na conta de luz feita por quem opta pela geração própria de energia pode chegar a 95% (valor que varia de acordo com o consumo mensal).

 

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