Costumamos falar de geração particular – residencial, comercial e industrial – de energia solar fotovoltaica e em todos os benefícios atribuídos a ela. Neste texto, trataremos de usinas de geração de energia e como elas podem ajudar a combater o efeito estufa, diminuir a emissão de gases poluentes e minimizar desastres ambientais, sendo uma solução segura, limpa e sustentável de geração de energia.

 

A história da produção de energia

Há décadas, o mundo atravessa por sucessivas crises energéticas. Para rever a história da produção de energia na modernidade, podemos começar no início do século XX, a oferta de petróleo – principal fonte energética utilizada até hoje – e outros combustíveis fósseis era abundante, a população mundial era consideravelmente menor, logo, a demanda por energia também era inferior. Isso, somado à falta de conhecimento dos riscos e dos danos causados pela extração e pela queima de combustíveis fósseis, fez com que o progresso da humanidade se sustentasse e dependesse diretamente do uso desses combustíveis. Atualmente, os combustíveis fósseis ainda são responsáveis por aproximadamente 80% da matriz energética mundial.

O crescimento da população mundial, o boom dos aparelhos eletrônicos e o aumento no número de carros, além de hábitos desregrados de consumo – incentivados pela indústria ainda na primeira metade do século passado – influenciaram no modo de tratar a geração de energia: com o avanço da Guerra Fria, o petróleo passou ser uma importante ferramenta geopolítica, como é até hoje. A primeira crise energética mundial foi causada por uma jogada político-econômica dos países árabes membros OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em 1973, quando aumentaram quase cinco vezes o preço do barril de petróleo, provocando a quebra e a falência de indústrias no mundo inteiro.

Esse evento serviu como gatilho para alguns países repensarem sua dependência do petróleo e passarem a buscar alternativas. Dessa necessidade, aliada ao crescimento da preocupação com o futuro dos recursos naturais (que, até então eram tratados como inesgotáveis pela maioria das nações), fontes de geração de energia limpa e renovável passaram a ser estudadas e utilizadas com mais constância.

Aliada a isso, as discussões sobre o futuro do planeta Terra e como somos responsáveis pelas condições mantém a vida nesse planeta ganharam força. Diversos acordos e tratados foram feitos entre os países com a missão de reduzir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa e aquecimento global e para incentivar o uso e geração de energia limpa e renovável. Essas ações politicas começaram com a primeira Conferência Mundial do Meio Ambiente, em Estocolmo na Suécia em 1974. Depois, destacam-se o Protocolo de Montreal (1987), Conferências do Meio Ambiente que definiu a Agenda 21 no Rio de Janeiro (1992), Protocolo de Kyoto (1997), o Rio+10 (2002) e então o Acordo de Paris, de 2015, que contou com a participação de 195 países.

 

O que são fontes de energia limpa e renovável?

Resumidamente, fontes limpas de energia são as que não interferem no ciclo do carbono, pois não lançam poluentes na atmosfera, não contribuindo para o aumento do efeito estufa. São elas: heliotérmica (solar), eólica (ventos), maremotriz (movimento do mar), geotérmica (calor do interior da Terra – quanto mais afastada da crosta e mais perto do magma, maior é a temperatura terrestre), biomassa (matéria orgânica), nuclear e hidráulica.

A energia maremotriz não pode ser explorada em todos os países; a geotérmica ainda tem custos muito elevados; a nuclear apresenta graves riscos à humanidade, como os acidentes nucleares de Chernobyl (1986) e, mais recentemente, de Fukushima (2011); e a hidrelétrica – responsável por 90% da energia produzida no Brasil – causa desmatamento, prejudicando a fauna e as comunidades ribeirinhas da região em que a uma usina é instalada, afetando de forma devastadora e muitas vezes irreversível todo seu entorno.

A dependência brasileira nas usinas hidrelétricas causou a maior crise do setor energético no País entre 2015 e 2016, devido ao baixo índice de chuvas e ao consequente desabastecimento dos reservatórios. Um país de proporções continentais, como é o Brasil, não pode estar sujeito a problemas dessa natureza. Por isso, há alguns anos, o governo e a iniciativa privada vêm unindo esforços a fim de ampliar a geração de energia solar, por meio de grandes usinas, e facilitar a aquisição de equipamentos para a geração individual de energia. A construção da maior usina de energia solar da América Latina, na Bahia, é um exemplo disso. De acordo com o projeto, a usina terá capacidade de quase 255 MW e a produção anual de energia será cerca de 500 GWh.

A substituição de combustíveis fósseis por energia limpa e renovável, como a fotovoltaica, é a alternativa mais viável e ecologicamente correta para garantir o desenvolvimento econômico e ambiental da humanidade.

 

Como funciona uma usina solar?

Uma usina solar nada mais é que placas fotovoltaicas dispostas em uma grande área, que captam a luz do Sol e convertem energia solar em energia elétrica, possível de ser enviada, através da rede de distribuição, e utilizada em casa, indústrias, iluminação pública etc. Em algumas usinas, espelhos são espalhados de modo que reflitam em um receptor central com substância salina, a qual é aquecida, até atingir ponto de fervura, pelo calor do Sol, ativando turbinas de vapor.

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Além de apresentarem baixo custo de instalação, utilização e manutenção, as usinas solares não causam grandes impactos ambientais. Por essa razão, têm sido cada vez mais utilizadas em países comprometidos com o desenvolvimento sustentável.

 

Energia solar para empresas e residências

Mas não é preciso esperar pelas políticas de governos para cada um fazer a sua parte em busca de responsabilidade social e ambiental com o planeta – sem falar na economia financeira que a energia solar possibilita para indústrias e residências. É possível e viável instalar painéis fotovoltaicos e gerar energia solar para qualquer empresa, indústria ou casa. Quer saber mais?

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