O sistema fotovoltaico de captação de energia solar converte a radiação do Sol em energia elétrica, gerando eletricidade de forma limpa, renovável e gratuita (após pagos os custos com a instalação dos equipamentos). Por isso é uma excelente solução para quem não quer depender exclusivamente das concessionárias. Com essa tecnologia, unidades consumidoras residenciais ou comerciais podem gerar a própria energia, inclusive ganhando créditos na conta de luz caso gastem menos do que produziram, já que a unidade pode estar ligada à rede, entregando à concessionária o excedente produzido em um mês. Essa modalidade é conhecida como on-grid. O modelo que não é ligado à rede é chamado de off-grid e tanto um quanto o outro têm suas vantagens.

 

Antes de falar dos sistemas on-grid e off-grid, entenda como funciona um painel fotovoltaico e a transformação de energia solar em eletricidade:

Uma célula fotovoltaica é um dispositivo eletrônico que recebe a luminosidade em sua superfície e converte uma parte dessa energia em energia elétrica. Os painéis utilizados nessa transformação são, normalmente, feitos com duas camadas, uma de silício com fósforo e outra de silício com boro. A interação delas durante a recepção da energia luminosa é que gera a corrente elétrica.

O painel solar fotovoltaico produz energia elétrica em corrente contínua, o inversor transforma a corrente contínua em corrente alternada e equaliza com a rede elétrica. Dessa forma, a energia gerada pelo painel solar fica igual à consumida na rede elétrica e pode ser utilizada normalmente.

A energia solar também pode ser utilizada somente para o aquecimento de água. Esse processo começa em um reservatório de água que armazena o líquido frio antes de passar pelo coletor solar. O coletor é o equipamento responsável por aquecer a água por meio da radiação solar. A captação da luz solar acontece em placas metálicas que recebem, normalmente, pintura preta para elevar a capacidade de absorção da luz. A água aquecida no coletor é transferida para um reservatório feito de material térmico e isolante que a mantém quente até ser distribuída na utilização de chuveiros, torneiras e piscinas.

Essa tecnologia é bastante utilizada em hotéis, grandes condomínios e casas, e pode representar uma economia de até 30% no valor da conta de luz.

Os benefícios da energia fotovoltaica são inúmeros! O sol é uma fonte inesgotável de energia e, depois de recuperado o investimento com a aquisição e a instalação do equipamento, os custos são praticamente inexistentes (pois o gasto com manutenção é mínimo); o sistema pode ser expandido de acordo com as necessidades; não há geração de resíduos nem emite gases poluentes; e pode ser instalada em locais remotos, pois não exigem redes de distribuição.

 

ENERGIA SOLAR ON-GRID OU OFF-GRID: QUAIS AS INDICAÇÕES DE CADA MODALIDADE?

Modelo On-grid

Em inglês, significa “na rede”, ou seja, é o modelo de geração de energia solar que está conectado à rede pública de distribuição de energia elétrica do município. Desse modo, sempre que houver excedente na produção energética da unidade consumidora, essa sobra é “entregue” à concessionária e retorna ao consumidor em forma de créditos que podem ser usados nas faturas dos meses seguintes. Se a energia produzida pelas placas fotovoltaicas não for suficiente para atender à demanda, a rede elétrica compensa o que for necessário.

O sistema on-grid é indicado quando há proximidade da unidade consumidora com a rede pública de energia e quando a concessionária oferece essa possibilidade. Para ligar o micro ou minigerador de energia solar residencial à rede elétrica, é necessária uma autorização e a aquisição de equipamentos próprios, como cabeamento especial, inversor energético e um relógio bidimensional.

 

Modelo Off-Grid

Em inglês, quer dizer “fora da rede”, pois se trata de um sistema autônomo, totalmente independente e isolado. Ou seja, não conectado à rede elétrica, que utiliza apenas a produção dos painéis fotovoltaicos. Por isso, o sistema off-grid é mais utilizado em locais onde não há ligação com distribuidoras de energia. É recomendado para áreas rurais longe dos centros urbanos. Todo excedente da produção, nesse caso, é armazenado em baterias estacionárias, que garantem o funcionamento do sistema mesmo nos períodos em que a incidência de luz solar seja insuficiente.

 

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