A geração solar no Brasil vem em uma crescente animadora. Isso se deve, grande parte, à tecnologia, que avança de maneira a permitir a redução dos custos dos equipamentos; aos incentivos fiscais e financiamentos disponíveis para quem deseja adquirir um sistema empresarial de geração de energia fotovoltaica, além, claro, de uma mudança de paradigmas que tem feito com que os investimentos em usinas solares sejam maiores.

Ainda não temos dados definitivos sobre 2019, obviamente, mas se tomarmos o salto dado entre 2017 e 2018 e os negócios feitos no primeiro semestre deste ano, podemos manter o otimismo com relação ao setor. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o número de unidades geradoras cadastradas no sistema passou de 17 plantas em atividade para 55 entre 2017 e 2018.

Nos últimos cinco anos, o número de instalações de módulos fotovoltaicos ou telhados solares cresceu 81000%. Esse número impressionante reforça o amadurecimento do setor e a importância de se dar escolha ao consumidor, que pode, enfim, optar por outras formas de geração de energia e sabe que a escolha pela energia solar está alinhada aos princípios da sustentabilidade.

Se formos um pouco além, percebemos que esse movimento tem se dado desde o começo da década: entre junho de 2013 e junho de 2018, as conexões de microgeração de energia solar fotovoltaica saltaram de 24 para 30.900, segundo informação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

NÚMEROS DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL

– O setor distribuído de energia solar fechou 2018 com 48.613 sistemas de energia solar fotovoltaica instalados; a previsão é que em 2024 tenhamos mais de 886 mil sistemas instalados.

– O Estado com maior número de conexões é Minas Gerais, com 9083, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul. Santa Catarina é o quarto colocado nesse ranking e tem, hoje, quase 3.500 sistemas instalados.

– Florianópolis ocupa a 10ª posição entre as cidades com mais conexões, com cerca de 445.

– O Mineirão, estádio de futebol em Belo Horizonte, foi o primeiro a sediar uma partida de Copa do Mundo utilizando energia vinda de energia solar (no jogo Colômbia x Grécia, em 14 de junho de 2014). O estádio tem 6.000 painéis em 11,5m2 de sua estrutura, com produção de 1,42MWp, dos quais, 10% são utilizados no próprio estádio e o restante é distribuído por meio da Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (CEMIG).

 

Energia solar no Brasil